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08/12/2013

34°CAP - A APOSTA - A TERCEIRA E ÚLTIMA ETAPA DA CAÇA.





— Não vai rolar. – Nina recua, balançando

a cabeça. – Minhas pernas não aguentarão
nem a metade dessa subida.

— A escalada é bem punk mesmo. – Harry

analisa o mapa, buscando uma rota
alternativa.

O morro é um tanto íngreme, cheio de

rochas, pedras soltas e vegetação rasteira.
Nina observa quatro cordas que vem do cume
até o sopé.

— Estou podre, o efeito do Dorflex já

passou faz tempo. Acho melhor desistirmos.

— De jeito nenhum. Qual é, não sou cara

de desistir fácil. – Harry analisa as cordas e o terreno. – Mas você tem razão, também
estou quebrado.

— Vamos voltar então. – Nina recosta em

uma rocha, esvaziando o cantil de água na
nuca.

— Podemos dar a volta e contornar o

morro. Veja o mapa. Se caminharmos rente a
montanha, não iremos nos perder.

— Má ideia. Não sabemos onde a trilha vai

nos levar. – Nina discorda.

— Já disse, não vou desistir. Se quiser

voltar, volte.

— O quê? E deixar você contar vantagem

depois? Nada disso! Começamos juntos e
vamos até o fim. – Nina se põe de pé, pronta
para encarar o desafio. – O que estamos
esperando?

Harry deixa um sorriso debochado emoldurar

sua face, iluminando-o de maneira
transcendental. Dá uma olhadela no relógio
de pulso e se sobressalta:

— Vamos andando, já são quatro da tarde.



~~***~~

Quando Harry e Nina desaparecem na trilha
secundária, Bárbara e Bola finalmente saem
de trás das árvores. Ainda estão algemados e
a Kibi o puxa com brutalidade.

— Você é muito mole! – Bárbara estressa.


— Chega disso. Você já conseguiu várias

fotos por hoje. Eu quero voltar.

— Cale a boca e ande logo. – Bárbara dá

um tranco em Bola, colérica.

— Pare! Não vou mais seguir você. Seu

plano é idiota, sabia? Você está tão cega de
ódio que nem se deu conta disso. – o garoto
estaca.

Notando que Bola não ajudará, Bárbara

resolve mudar de estratégia. Com lábios de
mel, aproxima-se do cara, docilmente.

— Não quer ganhar um beijo meu? Não foi

esse o nosso acordo? Se você for até o fim
nisso comigo, é o que vai ganhar como
prêmio.

Bola, que nunca beijou uma garota na vida,

começa a repensar. Mesmo sabendo que pode
apanhar a qualquer instante, solta a bomba:

— Me dê um beijo agora ou nada feito.


Trincando de raiva e com os punhos

cerrados, Bárbara se vê num beco sem saída.
Na verdade, ela possui várias alternativas,
mas opta por se manter no plano original.

— Você quer um beijo meu, Bolinha? E

então fará tudo o que eu mandar? – a Kibi
vai se aproximando, gingando, levando as
mãos aos braços de um Bola todo arrepiado.

— Me dê um beijo de verdade que eu sigo

você até o inferno.

Reunindo coragem e imaginando que Bola

se trata de Harry, Bárbara sussurra no ouvido
do cara antes de lhe tascar um beijo:

— Que assim seja.



~~***~~

A mata é fechada e a trilha sumiu das
vistas. Harry e Nina estão caminhando há
quase uma hora e nada de chegarem a lugar
algum.

— Já passamos por aqui, Harry. Estamos

andando em círculos. – nesse momento, um
raio risca o céu. – E está para cair uma
chuva daquelas! – Nina faz uma pausa
dramática, levando as mãos à cintura. – Que
horas são?

— Cinco da tarde. – Harry responde num fio

de voz. Odeia a cara arrogante que Nina faz
quando tem razão.

— Me dê os sinalizadores. – ela estende a

mão, batendo um dos pés no chão.

— Espere. – Harry fecha os olhos, buscando

escutar os sons da mata. – Está ouvindo?

— O quê? Só escuto a chuva se aproximar.


— É barulho de água. – Harry abre o mapa. –

Se for o mesmo riacho, podemos seguir a
trilha até chegarmos ao local onde
encontramos a caixa. Aí ficará fácil voltar
para a praia.

— Harry, estamos perdidos e já são cinco da

tarde. Os monitores e os professores devem
estar preocupados.

— Confie em mim. – Harry passa por Nina,

seguindo o som da água.

— Mas que droga! – irritada, ela soca o ar e

não vê alternativa a não ser seguir Harry.


~~***~~

O garoto tinha razão, parece ser o mesmo
córrego. Existe uma trilha larga ladeando as
margens. Nina completa o cantil com água
fresca e Harry faz o mesmo. A chuva começa a
cair, um tanto tímida ainda.

Relampeja e a escuridão se aproxima. Nina

segue Harry de cabeça baixa e não nota
quando ele para abruptamente. A trombada
desconcentra-a.

— Ai, o que foi agora? – pergunta, olhando

por cima do ombro dele.

— A trilha acaba aqui. – Harry rosna.


Uma imensa rocha interrompe a trilha e

não parece haver outro caminho. Nina
esbraveja e ataca Harry:

— Eu falei que deveríamos ter voltado, seu

cabeça dura! Agora está escuro, estamos
perdidos e demorarão séculos para nos
acharem! – ela bate a mão espalmada na
rocha, estressada. – Que droga, por que eu
fui ouvir você?

— Quieta! Estou tentando pensar. – Harry se

altera.

— Quieta? Quieta? Está mandando eu ficar

quieta? – Nina urra, mais alto que o barulho
da chuva.

— Eu mandei calar a boca!


— Ah, é? Vem calar se você for homem,

seu babaca!

Ai, ai, ai. Aí a garota mexeu com o brio do

cara. Num ímpeto, Harry parte para cima de
Nina, segurando firme os ombros dela contra
a rocha lodosa. Gotas de chuva escorrem
pela face, levando o suor e a sujeira embora.
Harry não retruca. Seu peito – descamisado
obviamente – movimenta-se num ritmo
inconstante, acompanhando as batidas do
coração. Esses dois estão próximos demais.

Harry se esquece de onde está e para onde

deveria ir. Não se importa com a chuva, a
trilha interrompida ou mesmo por estarem
perdidos. A única coisa que ele quer é calar
aquela boca.

E ele a cala, sentindo um choque térmico

ao tocar os lábios de Nina. Tão sedosos,
saborosos, sedutores. Ao invés de se afastar,
ela corresponde, agarrando-se a ele,
cravando as unhas em suas costas e
descendo.

Harry fica louco quando ela apalpa sua bunda

redonda e bem definida, demora a entender
o que ela pretende com isso. Quando Harry se
dá conta, não há mais tempo para impedi-la.
Nina acaba de iluminar o céu com um dos
sinalizadores.

Ele se afasta, limpando a boca como se

tivesse pedido sorvete de chocolate e na
verdade, a sobremesa fosse feita de jiló.

— Por que fez isso? – interpela, lançando

um olhar abrasador na direção de Nina. – Por
um milionésimo de segundo, pensei que
estávamos nos entendendo.

— Pensou errado. – Nina rebate. – Estou

com fome, com frio, debaixo dessa chuva e
ainda por cima perdida com você. O que eu
deveria fazer?

Um farfalhar no meio da mata atrai a

atenção dos dois. Entreolham-se, sem saber
o que pensar. O barulho torna-se mais
intenso, algo aproxima-se rapidamente.
Harry segura Nina contra a rocha, selando
seus lábios com o indicador. Tira o canivete
do bolso e com um aperto de botão, libera a
faca.

O farfalhar continua. O que mais pode dar

errado no dia de hoje? Nina está apreensiva,
aguardando. Um instinto protetor desperta o
homem das cavernas que existe em Harry.

Assume uma posição de ataque, protegendo-a

com o próprio corpo e a lâmina em punho.

— Ah, são vocês. – uma cínica Bárbara

finge surpresa. – Não somos os únicos
perdidos, viu Bolinha?

— Ei, Harry, vai nos matar? – Bola aponta

para o canivete. Harry fecha a faca e guarda o
acessório no bolso, relaxando.

— O que estão fazendo aqui? – Nina

pergunta, por sobre o ombro de Harry.

— Estamos perdidos, como vocês. Vimos o

sinalizador e viemos para cá. – Bola,
acostumado a mentiras, nem precisa se
esforçar.

— Vocês ainda estão algemados. – Harry

observa, intrigado.

— Longa história. – Bárbara leva as mãos

aos cabelos molhados, sacudindo-os a seguir.

– Não deveríamos usar outro sinalizador?


— Eu solto, eu solto! – Bola empolga e

aponta o cano vermelho para cima, liberando
a luz a seguir. A noite se ilumina de
imediato.

— Agora temos que esperar. – Harry se vira

para Nina que, como ele, também sente a
mentira no ar.

Bárbara e Bola iniciam uma discussão

irritante sobre onde sentarão. Apesar de
ensopada, a Kibi não quer sujar o minúsculo
short. Enquanto eles brigam, Nina aproxima-se
de Harry e sopra em seu ouvido:

— Não é mega estranho estarem

algemados ainda? Acha que estavam nos
seguindo?

Harry suspira alto. Nina tinha razão, estavam

sendo seguidos. A Kibi quer vingança e pelo
visto, mantém algum plano diabólico em
mente que envolve espionagem e sabe-se lá
mais o quê. Mas Harry descobrirá, afinal, Bola
está metido nisso de alguma maneira.

— Nina, eu não faço ideia. – ele puxa o

sinalizador do bolso traseiro da bermuda,
encarando o tubo por algum tempo. – Bola,
vocês tem mais um aí, certo?

— Sinalizador? É, temos mais um.


— Vamos disparar um a cada cinco

minutos, beleza?

— Beleza, Harry. – Bola concorda,

desequilibrando-se e caindo quando a Kibi o
puxa para baixo.

Harry vai até o riacho e pega algumas

pedrinhas no chão. Começa a jogá-las, uma a
uma, no meio da corredeira, na intenção de
fazer com que o tempo corra mais depressa.
Bola e Bárbara não param de discutir um
segundo. Harry olha para Nina de esguelha. Ela
está se abraçando, trêmula. A chuva é
pesada, fria e a sensação térmica cai alguns
graus.

Tomado por uma força maior, ele caminha

até a rocha, arrancando a camiseta presa à
bermuda, torcendo-a para tirar o excesso de
água. Aproxima-se de Nina, colocando a
camiseta sobre os ombros dela. Os dois se
encaram.

— Logo estaremos no hotel. – Harry ajeita

uma mecha úmida do cabelo de Nina atrás da
orelha.

— Preciso de um banho fervendo. – ela

fricciona as mãos contra os braços, tentando
em vão se aquecer.

— E depois, um cheeseburger duplo com

maionese. – o estômago de Harry dá as caras
quando pensa em comida.

— Com batatas fritas. – ela sorri,

penetrando mais fundo nos olhos de Harry.

— E milk shake de chocolate.


— Com caramelo.


Uma nuvem elétrica cerca esses dois,

prendendo-os de maneira sobrenatural. Harry
sente uma vontade irresistível de tocá-la,
mas é Nina quem diminui a distância,
afundando o rosto em seu peito. Ela arfa
quando se sente abraçada, seu corpo se
arrepia quando a temperatura começa a
subir.

— Já devem estar chegando. – Harry

pressupõe, tocando a testa de Nina com os
lábios.

— Hum, hum. – ela já não sabe se quer ser

resgatada. Por um breve momento, a
segurança que sente nos braços de Harry
parece bastar.

— Não está na hora de soltarmos outro

sinalizador? – Bola pergunta, acima das
reclamações de Bárbara.

— Manda lá, Bolota. – Harry responde, sem

olhar para trás.



Nota da Autora: Ooownt momento fofis entre Nirry ><, isso mesmo minha Amoras, nosso casal selvagem foi apelidado como Nirry e quem inventou o apelido foi Nut. (Bem eu não sei seu nome então vou te chamar de Nut).Foi isso minha amoras, espero que tenham gostado Beijos X Beijos

13 comentários:

  1. awwwwwn que lindo ><
    ficou tão perfeito.
    meu nome mesmo é Laura.
    nada vê com Nut, eu sei.
    mas minhas amigas me chamam assim pq eu
    aaaaaaaaaaaammmoooo nutela.
    e eu até prefiro Nut mesmo.
    cara eu to simplismente amando isso
    eles estão in love q eu sei.
    vish. hj escrevi tudo abreviado ~a preguiça mata~

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    1. kkkkkkkkkkk gostei do seu apelido !!! Acho que todo mundo desconfia que eles estão in love kkkkkkkkkk' Vishi se preguiça matasse, juro, acho que não estaria respondendo você!! kkkkkkkkkkkk :3

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  2. BRIGADEIRA DA DEMI9 de dezembro de 2013 02:03

    perfeito. sem mais :''')

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  3. owwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwnnnt
    que fofo. ><
    ta tao perfeito

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    1. Mesmo a Nina não querendo, você tem razão, eles são tão fofos :3

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  4. Respostas
    1. Continuo sim Babe e que bom que gostou :3

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  5. floooor ta perfeito.
    por dentro tenho certeza que eles estão falando isso um para o outro: http://static.maniadescraps.com/imagens/cybergan38/animacoes/euteamo.swf
    pelo menos é o que eu vou falar quando conhecer os minos. kkkkkkkkkk
    continua ta d+

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    1. hahahaha' no fundo, no fundo mesmo, no lado negro do coração de cada um, também aposto que é isso que eles estão dizendo kkkkkkkkk' :3

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  6. Noooooooossa que perfeeeeeeeeeeeeeiiitoooooooo <3 kkkkk
    amo o blog e fic.
    O mundo tem que ler isso kkkkkkk
    Queria muito que você lesse minha fic (Opostos se... Atraem?! ) nesse blog:
    http://dreamland-one-direction.blogspot.com.br/
    Ai você comenta e me diz se tá bom, ok? kkkkkkk
    [me senti uma mendiga pedindo comentarios agora :p]

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    1. Que bom que gostou Liamda, e fico feliz por ter gostado do blog e é claro que leio a sua fic e pode fica tranquila, você não ta parecendo mendiga de comentários kkkkkkkkkk' Beijos.

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  7. continuaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa <3

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A cada 10 pessoas que comentam 4 delas dizem, na verdade o que eu realmente não sei o que estou falando, então se entendeu parabéns e obrigada por comentar.
E lembrando foi comprovado cientificamente que comentar emagrece.